10 tendências da logística para 2026
Tendencias da Logística para 2026. Confira esse conteúdo também em vídeo:
Você já conhece o nosso canal no Youtube? Toda semana temos vídeos novos com conceitos, curiosidades, temas do momento, tudo para você aprender mais e se manter informado sobre o que acontece no mundo da logística e supply chain! Clique aqui e confira.
10 tendências da logística para 2026: o que esperar do setor
O ano de 2026 já começou trazendo muitos desafios, e também grandes oportunidades, para quem atua no setor logístico. A logística segue como uma área estratégica para empresas de todos os tamanhos, pressionada por mudanças no consumo, tecnologia, mercado de trabalho e até pelo cenário geopolítico e climático.
Com base em análises de mercado, conversas com profissionais da área e na experiência prática do dia a dia das operações, reuni aqui as 10 principais tendências da logística para 2026, com foco especial na realidade brasileira.
1. Crescimento contínuo do e-commerce
O e-commerce segue como um dos principais motores da logística. Nos últimos cinco anos, o comércio eletrônico cresceu, em média, 17% ao ano no Brasil. Para 2026, a expectativa da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm) é que o setor continue crescendo a taxas de dois dígitos, acima de 10%.
Além dos grandes players já consolidados, como Mercado Livre, Amazon e Magazine Luiza, empresas internacionais como Shopee, Shein e Temu vêm ampliando fortemente sua presença no país. A chegada do TikTok Shop ao Brasil também promete intensificar ainda mais a disputa.
Esse crescimento pressiona a logística por entregas cada vez mais rápidas, estruturas mais robustas e operações altamente eficientes, beneficiando tanto os profissionais da área quanto os consumidores finais.
Um dado relevante é o avanço das pequenas e médias empresas exclusivamente digitais, que cresceram cerca de 77% no último ano. À medida que ganham volume, essas empresas passam a buscar alternativas além dos Correios, impulsionando ainda mais o mercado de transportadoras privadas.
2. Dificuldade na contratação de mão de obra
O mercado de trabalho na logística vive um paradoxo: muitas vagas abertas e, ao mesmo tempo, dificuldade em encontrar profissionais qualificados e comprometidos. As empresas enfrentam alta rotatividade, custos elevados com contratação e treinamento e dificuldade em reter talentos.
Ao mesmo tempo, há uma percepção de exigências excessivas por parte das empresas e, em contrapartida, falta de engajamento de parte dos candidatos. Para 2026, a tendência é que esse desafio continue, exigindo mais equilíbrio entre empresas e profissionais, com foco em desenvolvimento, capacitação e carreira de longo prazo.
3. Escassez de galpões logísticos de qualidade
Outra tendência forte para 2026 é a falta de galpões logísticos adequados para atender às demandas atuais do setor. Estimativas indicam um déficit de cerca de 500 mil m² em áreas disponíveis para locação até o fim do ano, mesmo considerando novos empreendimentos em construção.
A escassez é ainda mais crítica quando falamos de galpões Classe A e A+, que oferecem infraestrutura moderna, pé-direito elevado, docas adequadas e capacidade para operações mais tecnológicas.
Empresas que planejam expansão ou mudança de operação precisam se antecipar, pois encontrar o imóvel ideal pode levar anos. O cenário de juros elevados e incertezas econômicas também dificulta novos investimentos no curto prazo.
4. Pressão crescente sobre as transportadoras
As transportadoras enfrentam uma forte pressão estrutural: combustível caro, estradas precárias, dificuldade para contratar motoristas e aumento geral dos custos operacionais. O encerramento das operações domésticas da FedEx no Brasil reforça esse cenário desafiador.
Além disso, grandes empresas de e-commerce estão investindo em operações próprias, reduzindo o volume repassado às transportadoras tradicionais. Isso intensifica a concorrência, gera guerras de preços e pode comprometer a qualidade do serviço quando o foco passa a ser apenas o menor custo.
5. Avanço da automação e da informatização
Em 2026, empresas que ainda não investiram em informatização e automação correm sério risco de perder competitividade. Sistemas de WMS, TMS, rastreamento, bipagem e gestão baseada em dados deixam de ser diferencial e passam a ser requisito básico.
No entanto, é fundamental lembrar que automatizar processos ineficientes não resolve o problema. Antes da tecnologia, é necessário revisar fluxos, eliminar gargalos e padronizar operações. A tecnologia deve potencializar processos bem desenhados, não mascarar falhas.
6. Uso mais prático da inteligência artificial
A inteligência artificial deixa de ser apenas tendência e começa a se tornar mais operacional na logística. Em 2026, o foco estará menos no marketing e mais em aplicações práticas: análise de dados, previsão de demanda, otimização de rotas e apoio à tomada de decisão.
Ainda assim, a IA deve ser vista como ferramenta de suporte, e não como substituta da decisão humana. Dados errados geram análises erradas, e nenhuma inteligência artificial substitui o conhecimento do negócio e o olhar crítico dos gestores.
7. Internacionalização das empresas
A logística internacional ganha força com a possibilidade de novos acordos comerciais (principalmente o acordo do Mercosul com a União Europeia que fica nesse impasse se sai ou não sai) e maior integração do Brasil ao comércio global. Empresas brasileiras tendem a exportar mais, enquanto novos produtos e fornecedores internacionais entram no mercado.
Para quem atua com comércio exterior, transporte internacional e operações aduaneiras, 2026 pode representar aumento de demanda e novas oportunidades de negócio.
8. Impactos do cenário geopolítico
O contexto geopolítico global segue instável e imprevisível. Conflitos internacionais, guerras tarifárias, mudanças políticas e tensões comerciais impactam diretamente cadeias de suprimentos, custos e prazos.
Para a logística, cresce a importância da análise de risco, diversificação de fornecedores e resiliência da supply chain, considerando não apenas fornecedores diretos, mas também os fornecedores dos fornecedores. Acompanhamento dos vários níveis da cadeia de suprimentos aumenta a importância a cada dia.
9. Clima e resiliência da cadeia de suprimentos
Eventos climáticos extremos, enchentes, secas, deslizamentos e tempestades, tornaram-se cada vez mais frequentes. Esses eventos podem causar rupturas severas nas cadeias de suprimentos, inclusive em operações totalmente nacionais.
Planejamento de cenários, mapeamento de riscos e planos de contingência deixam de ser opcionais e passam a ser parte essencial da gestão logística.
10. Sustentabilidade como fator decisivo
A sustentabilidade ganha ainda mais relevância em 2026. Clientes, tanto empresas quanto consumidores finais, passam a exigir ações concretas das empresas: uso de energias renováveis, veículos elétricos, redução de emissões de carbono e práticas ambientais responsáveis.
Além de atender exigências do mercado, investir em sustentabilidade contribui diretamente para mitigar os impactos das mudanças climáticas e fortalecer a imagem das empresas no longo prazo.
Conclusão
As tendências da logística para 2026 mostram um setor cada vez mais complexo, tecnológico e estratégico. Quem conseguir se antecipar, investir em pessoas, processos e tecnologia, e enxergar essas mudanças como oportunidades, e não apenas desafios, estará muito melhor posicionado para crescer.
A logística segue evoluindo, e 2026 promete ser um ano decisivo para a transformação do setor no Brasil.
E você, qual dessas tendências acredita que terá maior impacto na sua realidade logística este ano?



Publicar comentário