Por que o Concorde faliu: 50 anos do avião mais rápido do mundo!
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50 Anos do Concorde: Por que o Avião Mais Rápido do Mundo Faliu?
Você acreditaria se eu dissesse que, há poucas décadas, era possível cruzar o Oceano Atlântico em pouco mais de 3 horas? Voando a uma velocidade superior à de uma bala de revólver, o Concorde foi o ápice da engenharia aeroespacial. No entanto, mesmo sendo um ícone de luxo e velocidade, o projeto acabou em prejuízo.
Neste artigo, vamos analisar a logística e a economia por trás do Concorde, entendendo os motivos que levaram à aposentadoria do avião comercial mais rápido de todos os tempos.
O Nascimento de um Ícone: Velocidade como Poder
Nos anos 60, em plena Guerra Fria, a velocidade era sinônimo de prestígio. Enquanto EUA e URSS focavam na corrida espacial, a França e o Reino Unido uniram forças para criar o Concorde. Mais do que um meio de transporte, o avião era uma ferramenta de soft power e soberania tecnológica.
Números Impressionantes do Concorde
Para entender o tamanho desse projeto, veja alguns dados logísticos e operacionais:
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Velocidade: Mach 2.0 (aprox. 2.180 km/h) — mais que o dobro dos aviões atuais.
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Frota Limitada: Apenas 20 unidades fabricadas (sendo 14 comerciais, divididas entre Air France e British Airways).
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Altitude: Voava a 18.000 metros (quase o dobro da aviação comercial comum), permitindo ver a curvatura da Terra.
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Capacidade: Apenas 100 passageiros.
O “Custo Brasil” e a Passagem pelo Rio de Janeiro
Pouca gente sabe, mas o Brasil faz parte da história oficial do Concorde. O primeiro voo comercial do mundo da aeronave foi na rota Paris – Dakar – Rio de Janeiro, em 21 de janeiro de 1976.
A parada no Senegal era uma necessidade logística: o alto consumo de combustível exigia um reabastecimento técnico. Enquanto hoje um voo Paris-Rio leva cerca de 11 horas, o Concorde fazia o trajeto em 7h30. A rota operou regularmente por 6 anos, até 1982.
Por que o Concorde Faliu? Os Desafios Logísticos
Se o Concorde era tão rápido, por que não voamos nele hoje? A resposta está em uma combinação de fatores econômicos e operacionais:
1. Ineficiência de Combustível e Crise do Petróleo
O Concorde consumia uma quantidade astronômica de combustível. Com as crises do petróleo entre os anos 70 e 80, o custo por assento tornou-se insustentável.
2. O “Boom Supersônico” e Restrições de Rota
Ao ultrapassar a barreira do som, o avião gerava o sonic boom, um estrondo que causava reclamações e proibições de voo sobre áreas habitadas. Isso limitou drasticamente as rotas possíveis, confinando o avião basicamente ao trajeto sobre o oceano.
3. Manutenção Complexa e Cara
Com apenas 14 aviões em operação, não havia economia de escala. As peças eram exclusivas e caríssimas, tornando a logística de manutenção um pesadelo financeiro.
4. O Acidente de 2000 e o 11 de Setembro
O acidente fatal com o voo AF4590 da Air France em julho de 2000 abalou a confiança no modelo. Pouco depois, os atentados de 11 de setembro de 2001 causaram uma queda generalizada na demanda por voos internacionais, sendo o golpe final para a operação.
O Legado: O Futuro da Aviação Supersônica
O Concorde encerrou seus voos em outubro de 2003, mas seu legado permanece. Ele provou que o “impossível” é apenas uma barreira a ser quebrada. Hoje, novas empresas buscam retomar a aviação supersônica, mas agora com foco em sustentabilidade, menor ruído e eficiência energética.
E você, pagaria mais caro para cruzar o mundo em 3 horas? Deixe sua opinião nos comentários!



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